Tire suas dúvidas sobre proteção solar e confira os últimos lançamentos de produtos para a praia





1. Devo diminuir o fator de proteção solar na medida em que me bronzeio? 
Não. O bronzeamento indica que seu corpo, para proteger a pele, produziu intensamente melanina – o pigmento que deixa a superfície escurecida. Embora a melanina seja um ótimo fotoprotetor, ela precisa de ajuda. Daí a importância de usar filtro solar. Atualmente a maioria deles oferece proteção contra os raios ultravioleta A e B (UVA e UVB). Os UVA, que incidem o dia inteiro, penetram mais profundamente na pele e podem levar ao envelhecimento precoce. Os UVB, presentes entre as 10h e as 16h, são responsáveis pela vermelhidão e por queimaduras. Ambos podem causar câncer.


2. Posso usar o protetor facial no corpo e o do corpo no rosto? 
Usar o protetor do corpo no rosto pode trazer problemas em função de o veículo não ser adequado ao tipo de pele – por exemplo, se o rosto for oleoso, e o filtro, comedogênico (que estimula o aparecimento de cravos e espinhas). O contrário dificilmente provocará esse inconveniente, mas pode sair caro, já que os produtos para o rosto costumam custar mais.

O filtro deve proteger contra os raios ultravioleta A, que atingem a camada mais profunda da pele e levam ao envelhecimento precoce, e os ultravioleta B, responsáveis pela vermelhidão e pelas queimaduras. Ambos podem causar câncer

3. Se uso maquiagem que já tem filtro solar, posso dispensar o protetor na cidade? E na praia? 

Na cidade, depende. A proteção oferecida tem de ser para ambos os tipos de raio e com FPS alto – no mínimo 30. Também é preciso avaliar se sua pele tem boa resistência a manchas, se não há histórico de tumores e como é sua rotina (se você passa o dia todo na rua, sob o sol, se dentro de um escritório). “Já na praia, não tem muita negociação: a maquiagem não é recomendada, além de o uso de um potente bloqueador ser indispensável”, diz Christina Cerqueira, farmacêutica da La Roche-Posay.

Usar protetor para o corpo no rosto pode levar ao surgimento de cravos e espinhas; quem tem pele oleosa e tendência a acne deve usar filtros em forma de gel ou loções livres de óleo


4. Se eu ficar o tempo todo debaixo do guarda-sol, posso dispensar o protetor solar? 
De jeito nenhum, pois a radiação reflete na areia, além de passar pelo tecido da barraca de praia. “A de lona ou algodão grosso protege 50% contra a radiação, enquanto as de náilon deixam passar 95% dos raios”, diz Ana Lúcia Recio, membro das Sociedades Brasileira e Americana de Dermatologia. Entre 10h e 16h, então, o ideal seria nem ficar na praia – se você por acaso ficar, use, além do filtro, óculos escuros com lentes que ofereçam proteção contra os raios UVA e UVB, chapéu ou boné de abas largas e camiseta ou vestidinho em tom escuro (já que as cores claras deixam passar mais radiação). “Outra opção são os tecidos que possuem filtro solar”, diz Carla Albuquerque, da Sociedade Brasileira de Dermatologia.

5. O fato de o produto ser em forma de gel, loção, creme ou óleo muda alguma coisa? 
O fator de proteção é o que está escrito na embalagem. O que muda, em relação ao veículo, é que alguns, como os cremes e os óleos, se fundem mais intensamente com a pele e não saem com facilidade. No caso do gel e da loção fluida, como a fixação é menor, é preciso retocar em intervalos menores – a cada hora, aproximadamente. “A quantidade ideal de protetor solar a ser utilizada é de 2 mg por cm², o que equivale a 1 colher de chá para rosto e pescoço, 1 colher de sopa para a parte da frente e outra para a parte de trás do tronco, 1 colher de sopa para os dois braços e 1 colher de sopa para as duas pernas”, diz Carla Albuquerque, lembrando que as medidas são válidas para um adulto de 1,70 m com peso entre 60 kg e 70 kg.

6. Devo usar índices diferentes de proteção em diferentes partes do corpo? 
“As brasileiras usam FPS mais alto no rosto do que no corpo, e usam proteção com mais frequência na face, mas se esquecem de que a pele de outras áreas, como de mãos, braços ou colo, também recebe raios solares e vai se deteriorando”, diz Christina Cerqueira. Você até pode aplicar um fator de proteção maior no rosto – um FPS 45, por exemplo –, porém o do corpo não pode ser menor que 30.

7. Posso passar o protetor no rosto logo após a aplicação de outro cosmético? 
Sim. Fique atenta apenas para usar os veículos certos de acordo com seu tipo de pele – gel se for oleosa, loção se for normal, creme se for seca. Caso vá se maquiar depois, espere pelo menos cinco minutos para a completa absorção dos produtos.

8. Depois de usar autobronzeador, preciso passar filtro solar? Sim. O autobronzeador nada mais é do que um produto que promove o “tingimento” da pele. A coloração adquirida não dá fotoproteção. “Seu uso é liberado pelos dermatologistas porque esse bronzeamento não tem contraindicação, mas de maneira alguma dispensa o uso do filtro”, diz Carla Bortoloto, dermatologista clínica e cirúrgica do Instituto de Pesquisa e Tratamento do Cabelo e da Pele e professora da Fundação Pele Saudável.

9. É verdade que o bloqueador solar impede a formação de vitamina D no corpo? 
A exposição solar é necessária para ativar a vitamina D, mas bastam 15 minutos do sol da manhã para isso ocorrer. E, segundo o presidente da Sociedade Paulista de Reumatalogia, José Carlos Szajubok, e o dermatologista do Hospital das Clínicas da Faculdade de Medicina da USP Davi de Lacerda, para impedir a ativação da vitamina D o produto deve ter um fator de proteção muito alto (acima de 60) e ser usado ininterruptamente.

10. O protetor solar para cabelos deve ser passado apenas nos fios ou preciso aplicar também no couro cabeludo? 
O filtro solar para cabelos deve ser passado apenas nos fios, pois tem a função de proteger apenas os fios dos danos causados pela exposição solar – como queimadura, ressecamento e quebra. “Para proteger o couro cabeludo o ideal é lançar mão de chapéus ou bonés, de preferência fabricados com material que filtra a radiação ultravioleta”, diz Marcella Delcourt, membro das Sociedades Brasileira, Americana e Francesa de Dermatologia.

Mesmo dentro da água você pode se queimar: a meio metro de profundidade, a radiação corresponde a 40% daquela a que você está exposta na areia seca

11. Devo reaplicar o filtro mesmo sem ter entrado na água? 
Mesmo considerando as inovações tecnológicas e a promessa de alguns fabricantes de eficácia por horas seguidas, a recomendação da classe médica continua a mesma: tem de repassar. A indicação geral é repetir o procedimento a cada duas horas. “Se você transpirar muito, diminua esse tempo para uma hora”, aconselha Carla Bortoloto. Outra coisa: até mesmo dentro da água você pode se queimar. A meio metro de profundidade, a radiação é 40% daquela encontrada em terra firme.

12. É verdade que o sol de montanha queima mais do que o de praia? 
Devo usar um fator de proteção mais alto? Sim, em locais de maior altitude, a radiação solar é mais intensa por causa do ar mais rarefeito.

13. Em dias nublados com mormaço, posso usar um índice de proteção mais baixo? 
Não. Independentemente da existência de nuvens, a radiação ultravioleta pode causar danos à pele – e, por isso, é preciso recorrer ao mesmo fator de proteção que se usaria em dias ensolarados. “As nuvens claras filtram apenas 10% dos raios UV, e as escuras, 90%”, diz Marcella Delcourt.

14. Quais são os fatores de proteção ideais para a pele clara, a morena e a negra?
“O necessário e estipulado pela Food and Drug Administration (FDA), órgão americano que regula alimentos e medicamentos, é o uso de FPS 30 para todos os fototipos de pele”, diz Carla Bortoloto. A Academia Americana de Dermatologia acaba de mudar a tabela padrão (veja quadro ) e recomendar o mesmo.

15. É verdade que os fatores mais altos não oferecem tanta proteção a mais do que um FPS 30? 
Um produto com FPS 15 protege contra cerca de 92% da radiação; um com FPS 30, 96%; e um com FPS 60, 98%. “A diferença é pequena, mas pode fazer falta para quem tem tendência a manchas ou já apresentou câncer de pele”, afirma Carla Albuquerque. Outro fator a ser levado em conta é que produtos com FPS mais alto apresentam permanência maior na pele devido à fórmula mais estável.

16. Se eu usar produtos untuosos e fatores altos durante muitos dias, corro o risco de apresentar acne? 
Sim. Qualquer produto oleoso tende a estimular o aparecimento de acne em quem tem tendência. “Se a pele é gordurosa, o ideal é procurar filtros em gel ou loção oil free e hidratantes pós-sol específicos para esse tipo de cútis”, diz Marcella Delcourt.

17. Antes das 8h e após as 17h, quando o sol está bem fraquinho, posso dispensar o protetor? 
Não. “Ele deve ser usado durante todo o dia porque, mesmo o sol estando fraco, há exposição à radiação ultravioleta A – que também é nociva”, diz Carla Bortoloto. Até nos ambientes fechados é necessário se proteger, porque ficamos à mercê da radiação da luz fria e da luz visível, como a dos computadores.



A partir de FPS 30, a diferença na proteção é pequena, mas os produtos com fatores mais altos têm fórmulas mais estáveis e permanecem por mais tempo na pele

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